Outra característica marcante da gestão do prefeito interino foram os embates jurídicos. Logo no início do ano, ele tomou a decisão de vetar o aumento da tarifa do transporte coletivo, o que gerou uma demanda judicial que ainda se encontra em tramitação no Tribunal de Justiça (TJ). Outros grandes impasses correram por conta dos serviços terceirizados.
Em razão de atrasos no pagamento de salários que vinham desde agosto de 2008, a prefeitura rompeu em fevereiro deste ano o contrato de R$ 7,5 milhões por ano com a Tolimp, empresa que realizava o serviço de limpeza de escolas municipais e prédios públicos. O fornecimento de merenda escolar, alvo de diversas denúncias de irregularidades por parte da terceirizada SP Alimentação, também levou o município a anunciar o rompimento do contrato, de R$ 10,4 milhões por ano - ainda não consumado.
''Confesso que não se imaginava esse volume de trabalho na área jurídica. Algumas coisas vinham acontecendo de forma errada e tivemos que encaminhar soluções'', afirmou o advogado Nilso Paulo da Silva - que acumula os cargos de procurador do Município e secretário de Gestão Pública. Na CMTU, a contratação da empresa Seleta para poda e capina de áreas públicas urbanizadas, em substituição à Visatec, também está sendo questionada judicialmente.
Hoje a procuradoria do município é responsável pelo acompanhamento de 75 mil processos. ''A maior parte se refere às execuções fiscais, mas tem muita coisa relacionada a indenizações, ações trabalhistas e desapropriações'', contou Nilso Paulo. (F.C.)

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