Disputa provoca cisão no PFL de Londrina
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quarta-feira, 21 de maio de 2003
Giovana Kindlein<br>Reportagem Local 
Pefelistas dissidentes da executiva local do partido deverão oficializar pedido ao presidente da Executiva Estadual do PFL, deputado federal Abelardo Lupion, para que convoque uma nova convenção municipal em Londrina. O grupo discorda da atuação do presidente da executiva local, Farage Kouri, não aceita a convenção realizada em 8 de março, nem tampouco considera legal a eleição da nova executiva. ''Este encontro não teve validade'', afirma o pefelista Otávio Cesário Pereira Filho.
Assim como ele, outras lideranças questionam a forma como o processo foi realizado e onde ocorreu. ''A sede de sua empresa não é um local adequado para realização de uma convenção'', aponta Pereira Filho. Além disso, outro aspecto observado pelo ex-vereador Carlos Eduardo Santa Rosa (PFL), foi a pouca divulgação dada ao encontro. ''Quase ninguém soube da convenção e por isso não sabe quem integra a nova executiva''. Santa Rosa disse ter sido comunicado por terceiros do encontro municipal. Segundo ele, que assumiu sua pré-candidatura a prefeito, existe o desejo coletivo de reformulação e reunificação dos quadros dirigentes.
Farage Kouri, discorda destas opiniões. ''Realizamos a convenção de maneira democrática e transparente'', salienta ele. De acordo com Kouri, foram utilizados todos os meios legais para efetivação da convenção. ''Existe uma minoria de pessoas que procura de todas as maneiras alcançar o poder'', comenta.
Da nova executiva, eleita em março, fazem parte apenas quatro integrantes. Além de Kouri, Haroldo Marçal como vice-presidente, Milton Tsuruda como secretário e Maria Inez Barbosa como tesoureira. No diretório, o total de cargos chega a 27.
Entretanto, a nova composição é pouco conhecida entre os correligionários.''Entre os próprios filiados não se sabe quem faz parte da executiva hoje'', observa um dos pefelistas mais antigos da cidade, Otávio Cesário Pereira (PFL).
Segundo ele, Kouri representa a corrente que defende o Belinatismo. ''Como nosso partido pôde abrigar por tanto tempo um homem (o ex-prefeito Antônio Belinati) que responde a 35 processos judiciais'', questiona Pereira.
Da mesma maneira, o filiado João Luiz Baggio disse que ''soube que houve a convenção'', mas ainda hoje desconhece os nomes dos novos integrantes da executiva. Para um dos fundadores do PFL em Londrina, José Luís Yamashita, ''quando as bases são abandonadas, o partido é quem sofre''.
Para evitar o acirramento de opiniões e até a possibilidade de uma cisão, o presidente da Executiva Estadual, deputado federal Abelardo Lupion (PFL), deverá vir a Londrina no começo de junho para tentar um consenso entre os pefelistas londrinenses.
Ele conta com o apoio do deputado federal Eduardo Sciarra, e do estadual Durval Amaral. ''Se em Curitiba conseguimos chegar a um acordo, porque não conseguiremos em Londrina'', avalia Lupion, que espera compor uma chapa majoritária para as eleições municipais no ano que vem.


