A eleição para o governo no Distrito Federal será uma disputa acirrada marcada pelo contraste que dominou a campanha dos dois candidatos ao Palácio do Buriti. De um lado, o governador Cristóvam Buarque (PT), a cara da nova esquerda que prega o negociação e o debate de idéias. Do outro, o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), praticante dos velhos costumes da política de favores e populista. Nesta disputa, o PT perdeu a bandeira de representante dos excluídos e Roriz garantiu um embate apertado ao consagrar-se o ‘‘governador dos pobres’’ durante a campanha. Roriz tem os votos nos populosos assentamentos que construiu ao distribuir milhares de lotes durante seu governo e Cristóvam é o candidato que empolga e leva às ruas a classe média e alta de Brasília. O debate entre os candidatos contrapôs o velho e o novo, o populismo e a austeridade, o fazendeiro Roriz - Brasília foi fundada em terras de sua família - e o professor Cristóvam. Os dois adversários seguiram caminhos opostos desde o início de suas militâncias políticas. Cristóvam Buarque integrou a Ação Popular (AP) no início dos anos 60, enquanto Joaquim Roriz era eleito vereador em Luziânia (GO) pelo MDB. Roriz fundou o PT em Goiás; Cristóvam, o MDB no Recife.

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