Disputa política gera bate-boca
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Por Rose Ane Silveira<br> Folhapress 
Brasília - Uma disputa política regional evoluiu para um bate-boca no plenário do Senado ontem e foi parar na Corregedoria da Casa. O motivo da briga foi o apelido que a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), deu ao seu adversário político no Estado, senador Leonel Pavan (PSDB): ''o senador da bengala''.
O apelido já havia provocado indignação de Pavan, que na tribuna criticou a senadora, sem citar seu nome, para não dar direito de resposta. O discurso de Pavan ocorreu na semana passada. Ele já decidiu ingressar com uma ação no Conselho de Ética do Senado contra ela.
Devido à repetição do apelido pelos meios de comunicação catarinenses, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), foi à tribuna ontem e acusou Salvatti de ser ''preconceituosa'' e pediu decoro aos integrantes da base do governo. ''Esta colocação é preconceituosa. Aqui no Senado não há espaço para preconceitos. O caso é passível de ir para o Conselho de Ética da Casa'', afirmou Virgílio. Após a discussão com Arthur Virgílio, Ideli chorou no plenário.
Leonel Pavan sofreu um acidente de automóvel em 2001 e perdeu parcialmente a panturrilha, o que compromete os movimentos da sua perna esquerda. Além de um aparelho ortopédico, o senador utiliza uma bengala para facilitar sua locomoção e, principalmente, para manter o equilíbrio.
Irritada com a ''bronca'' em plenário, Ideli afirmou que este não era o local adequado para debater as declarações dadas por ela em Santa Catarina. A senadora confirmou que chamou Leonel Pavan de ''senador da bengala'', mas afirma que a declaração tinha outra conotação.
''Mas se querem discutir esse assunto, vamos para o corregedor, senador Romeu Tuma (PFL-SP). Apresentarei documentos e fitas gravadas onde sou tratada até por palavrões'', afirmou Ideli Salvatti.


