Disputa pelo Senado está acirrada no PR
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sábado, 07 de setembro de 2002
Maria Duarte Leandro Donatti<br>Equipe da Folha 
Curitiba A briga pelas duas vagas que o Paraná tem direito no Senado, nesta eleição, está tão acirrada quanto a própria disputa pelo governo do Estado. O eleitor paranaense pode conferir no horário eleitoral gratuito no rádio e na tevê a troca de ofensas. Nos bastidores, muito mais que nas ruas, os candidatos ao Senado mantêm um tiroteio cerrado.
Osmar Dias, que busca a reeleição pelo PDT e aparece em primeiro lugar nas pesquisas de opinião, corre por fora. Aparentemente, faz uma campanha tranquila e não é alvo de acusações pesadas. O mesmo não se pode dizer do deputado estadual Tony Garcia, candidato do PPB; e do ex-governador Paulo Pimentel, que concorre pelo PMDB. Eles brigam para ficar com a segunda posição na preferência dos eleitores. De acordo com a última pesquisa do Ibope, Pimentel, em segundo lugar, tem 24% das intenções de voto. Em terceiro, está Garcia, com 17%.
Os demais candidatos, conscientes de que estão em desvantagem na briga pelo voto, apostam no corpo-a-corpo para conseguirem uma boa votação no dia 6 de outubro. Candidato lançado pelo PFL, no lugar da vice-governadora Emília Belinati (PFL), o deputado federal Luciano Pizzatto não tem conseguido ultrapassar a marca dos 7% das intenções de votos. Pizzatto tem apostado no corpo-a-corpo e comícios para angariar votos, percorrendo cerca de 300 dos 399 municípios.
O número de postulantes as duas vagas hoje ocupadas por Osmar Dias e por Roberto Requião (PMDB) sofreu alteração há cerca de duas semanas. Atualmente, 17 candidatos disputam as duas vagas de senador. O número pode subir para 18, caso o PPS substitua o empresário Pedro Muffato, que desistiu da disputa por causa de um pedido de impugnação protocolado por um advogado ligado ao PMDB. Na avaliação do próprio empresário, seus votos na região Oeste tendem a migrar para Paulo Pimentel.
Outro candidato que abriu mão da disputa foi o candidato a senador pelo nanico Partido da Mobilização Nacional (PMN), Gelson dos Santos, cujo registro foi impugnado pela Justiça Eleitoral a pedido do comando nacional do partido.
Na eleição de 6 de outubro, o paranaense vota em dois senadores. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informa que, se o eleitor votar duas vezes no mesmo nome, o segundo voto é anulado.
A renovação no Senado ocorre de quatro em quatro anos: uma vez uma vaga, na outra duas vagas. Atualmente, as três cadeiras estão ocupadas por Osmar Dias, Alvaro Dias e Roberto Requião. O mandato dura oito anos.


