Disputa pelo Governo do Paraná começa agora
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terça-feira, 07 de outubro de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Foi dada a largada para a disputa em 2010. Após a realização das eleições municipais, líderes partidários admitem que o momento agora é de definição de nomes para a disputa ao Governo do Paraná. Reeleito para a Prefeitura de Curitiba, Beto Richa surge como o principal nome entre os tucanos para disputar o Executivo estadual, ainda que ele próprio evite falar sobre a possibilidade. Já Orlando Pessuti (PMDB), atual vice-governador do Estado, ainda não conta com o apoio oficial do governador Roberto Requião (PMDB), mas é o único nome dado como certo entre as demais lideranças da sigla. Balanço parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que, no domingo, o PMDB foi a legenda que mais conquistou prefeituras, 138. Já o PSDB ficou com 39 cargos de prefeito, mas foi o partido que mais obteve votos, 1.033.000, contra 712.451 do PMDB. Sozinho, Beto obteve 778.514 votos na Capital.
''Nós vamos para 2010 fortalecidos na figura do Beto, que agora é referência nacional. Quem achava que ele sairia desse tamanho? Inicialmente, tínhamos sim uma preocupação com a Gleisi (Hoffmann), que teve uma votação expressiva para o Senado em 2006 e contava com o apoio do presidente Lula'', afirmou o presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni. O líder admite que cabe a Beto tomar uma decisão sobre o próximo pleito, mas afirmou que a ''frente de oposição'' foi consolidada. ''O Beto vai tomar uma decisão sobre 2010 junto com o grupo. Não é do seu estilo impôr uma candidatura. O fato é que agora costuramos uma grande aliança.''
No balanço, PP e PDT, aliados de Beto, fizeram individualmente mais do que o PT em todo o Estado. PP conquistou 38 prefeituras e PDT fez 35. Já o PT ficou com 31 prefeituras. PTB fez 22 prefeituras e DEM fez 19 prefeituras. PPS obteve 18 prefeituras.
Já a possibilidade de um ''racha'' da frente de oposição foi ventilada pelo presidente do PMDB do Paraná, Waldyr Pugliesi. Ele se refere principalmente a Osmar Dias (PDT), que também cogita se candidatar em 2010. O PDT integra a base aliada do presidente Lula (PT), mas no Paraná é oposição a Requião (PMDB) e aliado do tucano Beto. ''Logicamente o Beto é forte, mas vai ser uma briga de foice no campo das oposições'', disse Pugliesi.
Mas, se por um lado a oposição conta com no mínimo dois nomes para 2010, o que coloca em dúvida sua unidade, o PMDB enfrenta outro obstáculo. Peemedebistas afirmam que o nome natural é o vice-governador, que se coloca abertamente como candidato, mas seu nome ainda não é citado, por exemplo, pelo próprio governador, cujo apoio tem peso dentro da legenda. Pugliesi admite que o PMDB precisa se decidir sobre um nome com tempo de prepará-lo para a disputa. ''2010 já está colocado, não há dúvida.''
Já o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) admitiu que as eleições municipais fortaleceram Osmar Dias (PDT) e os quadros do PSDB, mas salientou que a performance do PMDB foi melhor do que na eleição de 2004. ''Eles saíram fortalecidos e se (Luiz Carlos) Hauly ganhar em Londrina cria um quadro novo no PSDB, muito forte. Mas os números ainda são favoráveis ao PMDB, que tem que discutir o tema agora.'' Romanelli disse ontem que irá propor um congresso estadual do PMDB para discutir a estratégia para 2010.


