Julio Cesar Souza/Folha de LondrinaVitóriaJoão Féder, Artagão de Mattos Leão e João Cândido da Cunha Pereira: vitória apertada mostra racha no TCOs conselheiros Artagão de Mattos Leão, João Féder e João Cândido da Cunha Pereira foram reconduzidos ontem à tarde, por quatro votos contra três, à presidência, vice-presidência e corregedoria-geral do Tribunal de Contas do Paraná. A vitória apertada sobre a chapa do conselheiro Rafael Iatauro - apoiada por Nestor Baptista e Henrique Naigeboren - revelou racha interno entre os sete conselheiros do Tribunal, que até então, nos processos eleitorais, mantinham decisão uniforme de acordo com a vontade da maioria.
A votação que reconduziu os conselheiros foi tensa e durou cerca de dez minutos. Iatauro saiu ‘atirando’ contra os adversários. Segundo ele, o desconforto dos deputados estaduais - que acusam os conselheiros de usarem dos cargos para interferir politicamente em suas bases - tende a se agravar em 98, ano eleitoral, se não houver uma mudança de postura do comando. ‘‘O TC deve ter comportamento exemplar, não podendo imisquir-se em campanhar eleitorais. Não temos função de ajudar ou não prefeitos’’, pregou.
Iatauro afirma que o fato do presidente reeleito (Mattos Leão) ter um filho que pode vir a ser candidato no ano que vem ‘‘dificulta o relacionamento com os deputados’’ em ano eleitoral. ‘‘O TC não deve ter nada haver com política. Fazemos parte de um órgão auxiliar do Legislativo, e não é desonra nenhuma’’, declarou. Iatauro lembra que sempre houve disputa pela presidência do TC, mas que neste ano decidiu-se oficializar as posições. ‘‘Quero que os deputados saibam que nem todo mundo pensa igual aqui. Quando eu for acusado de interferir na base eleitoral, vou reagir’’, prometeu.
Para Artagão de Mattos Leão, o suposto conflito entre conselheiros e deputados estaduais é localizado. ‘‘Não há tensão. O que há são deputados que, isoladamente, queixam-se da possibilidade de perder algum voto. O interesse deles é a eleição. Acho que não deveriam se preocupar com isso’’, analisou. Mattos Leão garante que não há motivos para qualquer conflito. ‘‘É prematura a preocupação. O nosso entendimento (da família) hoje é de que meu filho (Artagão de Mattos Leão Filho) não é candidato’’.

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