As intempéries políticas que marcaram a atual gestão de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) devem mediar o debate nas próximas eleições municipais. A movimentação nos bastidores é intensa e alguns nomes já despontam como pré-candidatos ao posto de prefeito. Assim como nas demais cidades da região, os postulantes ao chefe do Executivo e os partidos testam a viabilidade de seus projetos. Sem a chance de Luiz Francisconi Neto (PSDB) concorrer à reeleição, o nome que é apontado como herdeiro do atual governo é o do vice-prefeito Roberto Negrão (PR). Procurado pela FOLHA, ele não atendeu ao pedido de entrevista sobre o tema.

Apesar das limitações legais impostas aos políticos, já há quem demonstre seu interesse com muito entusiasmo. O presidente da Câmara de Vereadores, Alex Santana (PSD), afirma ser candidatíssimo. Seu foco no momento é encontrar o partido exato para a disputa. “Já fizemos pesquisa sobre a opinião do eleitor e meu resultado foi bastante satisfatório. Agora, acredito que eu deva mudar de partido. Tenho conversas bem avançadas”, afirmou Santana, que garante ter amplo apoio. “Entre os vereadores, seis já me apoiaram, o que é muito importante”, opinou. O vice da chapa também deve sair do legislativo. O nome mais provável é o do vereador João Ardigo (PSB).

Imagem ilustrativa da imagem Disputa pela sucessão de Francisconi já foi iniciada em Rolândia
| Foto: Arquivo Folha

Para Santana, as principais bandeiras que deverão dominar o debate político são o resgate da credibilidade da cidade e a geração de empregos. “A ideia é trabalhar pelo combate à corrupção, mas a cidade precisa recuperar os empregos perdidos. A população vem sofrendo muito com isso. Precisamos atrair as empresas de volta para Rolândia”, defendeu o político que já foi eleito como vereador por duas vezes. Ainda são veiculados os nomes do ex-vereador Milton Alves (PROS), do comerciante Rodrigo do Locatelli (PP), do ex-assessor parlamentar Renato Sartori (PTB) e da jornalista Flávia de Paula (PDT).

INTERINO

Outro egresso da Câmara e que exerceu o mandato de prefeito de forma interina em 2015 está na disputa. José de Paula Martins (MDB) já defende inclusive a sua plataforma de trabalho. Suas ideias passam pela intenção de montar uma gestão eficiente e pouco onerosa para os cofres da cidade. “Minha ideia é montar um secretariado totalmente formado por funcionários de carreira. O que é uma forma de resolver os problemas de forma técnica e sem pesar na folha de pagamento”, detalhou. Ele também tem como bandeira a retomada de empregos e a atração de novas empresas, em especial as indústrias.

Em sua defesa, Martins afirma ter não só a experiência de vereador como a de ter administrado o município por quase um ano. “Conheci a máquina pública e sei a importância dos 1.870 servidores. Naquela ocasião consegui fazer valer o reajuste anual”, lembrou. Outro projeto passa pela segurança. Em sua opinião, a cidade precisa melhorar a atuação que já é oferecida pelo Estado. “Acredito que Rolândia precise discutir a criação de uma Guarda Municipal”, defendeu.

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