Disputa pela prefeitura de Cambé deverá ter grande número de candidatos
Sem nomes tradicionais como o do atual prefeito, a expectativa é que aconteça uma renovação das lideranças no município
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terça-feira, 03 de março de 2020
Sem nomes tradicionais como o do atual prefeito, a expectativa é que aconteça uma renovação das lideranças no município
Pedro Moraes - Grupo Folha 
A corrida eleitoral pela cadeira de prefeito de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) já se iniciou e, pelas movimentações dos partidos políticos, as chances de os eleitores terem uma grande variedade de candidatos para escolher são altas. Com a decisão do atual chefe do executivo municipal, José do Carmo Garcia (PTB), em não disputar o pleito e do encaminhamento de outra liderança importância da cidade, o ex-prefeito João Pavinato (PSD), em não oferecer o seu nome para concorrer este ano, a expectativa é que haja uma renovação. No entanto, todos os nomes postos já são conhecidos da população.
Por parte da atual gestão, o candidato deverá ser o vice-prefeito Conrado Sheller (DEM), que entende que a sua candidatura dependa do diálogo coletivo. “Precisamos entender o que o cidadão deseja, assim como preciso ver as minhas questões particulares, com a minha família. Este é um projeto muito sério”, afirma Sheller. Apesar da ponderação com a sociedade, o político vê um ambiente positivo no seu partido, o Democratas, para a sua candidatura. “Vivemos um momento de harmonia muito grande e vejo que tenho exercido um papel de liderança, mas é preciso ver dentro do governo qual será a decisão”, explica. Outro nome da administração que vem tentando ser viabilizado é o de Audecir Alexandrino, secretário de Assuntos Comunitários.

Um dos concorrentes em 2016, o jornalista e radialista Benê Filho (PODE) já segue os trabalhos para compor a chapa. “Começamos a articular os nomes para a chapa dos vereadores e do candidato a vice. Acredito que esse modelo da eleição em que não são permitidas coligações ficou mais justo. Melhora a qualidade dos candidatos”, opina. O pré-candidato surfa na pauta do Podemos nacionalmente. Sob a liderança do senador Alvaro Dias, a pauta pró-Lava Jato é considerada um ponto que pode ajudar nas eleições. “O partido está muito fortalecido e acredito que terei um bom apoio. Espero também como fica a posição em relação a Londrina, já que Alexandre Kireeff decidiu não disputar e o peso da cidade para a região é grande”, diz.
"ELEIÇÃO DIFERENTE"
Ex-mandatário de Cambé, Pavinato trabalha pela campanha da ex-vereadora Estela Camata, pelo PSD. Há sondagens sendo feitas pelo partido para testar a viabilidade do nome para disputa. “Essa vai ser uma eleição diferente. Acredito que mais do que nunca os candidatos dependerão menos da chapa de vereadores. O trabalho nas redes sociais e o diálogo direto com a sociedade deverão ser fundamentais”, aposta. Além de Camata, o vereador Paulo Soares (PTB), o ex-vereador Rômulo Yanke (Cidadania), e Jorge Teodoro (MDB) também são apontados como possíveis candidatos.
O vereador José Luiz Dalto, que atualmente está no Cidadania, deverá ser o candidato pelo PSDB, sob as bençãos do ex-deputado Luiz Carlos Hauly. Economista e professor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), ele deverá mudar de legenda logo que seja aberto o período determinado pela lei. “Estou focado neste projeto e acredito que seja um caminho sem volta. Eu me preparo para uma campanha pesada e estou respaldado por um mandato bem cumprido, com mais de 70 projetos apresentados na Câmara. Acredito que a cidade hoje precisa de um perfil técnico. Ideias não faltam”, garante. Prontos para corrida, agora somente o tempo e a resposta do eleitorado que apontarão quem terá fôlego de vencer essa disputa.


