Além de rachar a base governista no Congresso, a briga entre o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e o presidente e líder do PMDB, senador Jader Barbalho (PA), em torno da sucessão nos postos de comando do Legislativo divide também o PT. A divergência, até agora, ficou centrada nas figuras dos líderes petistas na Câmara, Aloízio Mercadante (SP), e no Senado, Heloísa Helena (AL), mas, a partir de hoje, vai tomar conta dos debates de deputados e senadores, que têm reunião marcada, e pode chegar à executiva.
O dilema petista está entre a opção pelo discurso da ética, que significa a recusa pública ao voto a Jader no Senado, e o ‘‘pragmatismo’’ de defender as regras do jogo, que dão a presidência à maior bancada, para se garantir nas Mesas Diretoras das duas Casas. Mercadante já afirmou que não há restrições a nenhum dos candidatos governistas à presidência da Câmara – Inocêncio Oliveira (PFL-PE) e Aécio Neves (PSDB-MG), mas deixou claro que não pode dizer o mesmo em relação ao Senado.
Alguns senadores petistas, porém, não aceitam o papel de ficar fora da Mesa do Senado, com o discurso da ética, enquanto os deputados decidem pelo pragmatismo e preservar, pelo menos, a terceira secretaria da Câmara. A polêmica ganha força no momento em que o PT do Senado está prestes a formar um bloco com PDT, PSB, PPS e até o PTB, tornando-se a terceira maior bancada, com 17 senadores.

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