Disputa foi a mais apertada da história
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segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A eleição mais disputada da história eleitoral do Paraná foi considerada um fenômeno pelo professor Ricardo Costa de Oliveira, especialista em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR). A diferença entre os dois candidatos foi de 0,2% dos votos válidos, ou seja 10.479 eleitores. ''Essa eleição foi um fenômeno único na história do Paraná. Nunca se verificou um resultado tão apertado'', analisou. Os municípios da Região Metropolitana de Curitiba foram os principais responsáveis pela definição do resultado em favor de Requião. São regiões mais pobres, onde os programas sociais do leite e da tarifa reduzida da luz foram fundamentais para a melhoria do poder aquisitivo dos trabalhadores da região.
''Perdemos por conta da cesta básica do Requião'', analisou Juraci Barbosa Sobrinho, um dos principais entusiastas de Curitiba pela candidatura de Osmar Dias ao governo do Estado. Na história política do Paraná, a mais apertada eleição ocorreu em 1965, quando Paulo Pimental (então no PTN) venceu Bento Munhoz da Rocha Netto (na época, PTB) por uma diferença de 59.689 votos. Em 1965, o eleitorado paranaense era de 1,2 milhão de pessoas. Hoje é de 7,1 milhões.
Nas últimas três eleições, a mais acirrada foi em 1998. Na época, Requião perdeu no primeiro turno para o governador Jaime Lerner (na época, PDT) por uma diferença de 245,1 mil votos. Lerner, que disputava a reeleição, fez 2 milhões de votos contra 1,7 milhão de Requião. Lerner também venceu no primeiro turno em 1994, quando disputou com Alvaro Dias o governo do Estado. A diferença de votos entre os dois foi de 615,3 mil votos. Em 2002, quando Requião foi eleito sobre o candidato Alvaro Dias, ele venceu no segundo turno com uma diferença de 500,8 mil votos.


