Na sessão de ontem à tarde, os vereadores de Londrina demonstraram que não há consenso em relação à exigência de plebiscito, caso a Sercomtel seja estadualizada. De acordo com o prefeito Nedson Micheleti (PT), tão logo a Copel se manifeste sobre o estudo de viabilidade da estadualização da telefônica, a Câmara deve receber um projeto de lei do Executivo ''para abrir uma excepcionalidade em relação à lei de 2000'', ou seja, algo que autorize a administração transfeirir o controle acionário sem plebiscito por estar envolvido um sócio já existente.
''Sou a favor é de revogar a lei de 2000, mas, caso venha uma alteração à lei de 2000, que atrelem o recurso obtido com a transação a investimento em obras de grande porte'', defende o vereador Orlando Bonilha (PL). Um dos autores do projeto que tentou revogar a lei do plebiscito, ano passado, Renato Araújo (PP) também é favorável à estadualização sem o crivo da população. ''Creio que não precisa, pois a legislação atual fala em plebiscito no caso de se transferir ações em caso de se privatizar a empresa. Nesse caso, como é para o Estado, não privatiza'', defendeu.
Já Sandra Graça (sem partido) foi enfática em discordar: ''Estão querendo desmerecer a inteligência do cidadão - qualquer mudança de panorama acionário envolve recursos financeiros, e a sociedade tem o direito de acompanhar os reflexos disso e opinar. Creio que a mesma sociedade que teve capacidade para fazê-lo (Nedson) tem, agora, capacidade suficiente para definir os rumos da Sercomtel'', argumentou.
(J.G.)

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