Discussões incluem fusão e nepotismo
Curitiba - No Dia Nacional de Mobilização pela Democratização do Judiciário, os magistrados pretendem mexer em suas maiores feridas. Além de defender as eleições diretas, vão discutir o nepotismo, as sessões secretas, a fusão do Tribunal de Alçada ao Tribunal de Justiça e o Código de Divisão e Organização Judiciárias.
Em Curitiba, a programação começa às 9 horas com um debate no Tribunal do Juri. Também haverá um Mutirão da Cidadania, em que 20 juízes da área trabalhista e mais 50 juízes estaduais e federais estarão atuando como conciliadores nos 12 Juizados Especiais da Capital.
A presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná (Amatra), juíza Morgana de Almeida Richa, diz que um dos maiores avanços já conquistados pela Justiça Trabalhista foi a extinção da representação classista há dois anos, em que pessoas ligadas a sindicatos julgavam processos técnicos, gerando distorções. Outra grande conquista foi a criação do Juizado Especial Federal, que acabou com privilégios na área da Fazenda Pública.
Mas os organizadores da mobilização de hoje acreditam que ainda falta muitos avanços na reforma do Judiciário quanto a agilização dos processos, independência dos juízes e combate ao nepotismo. Sobre este último assunto, a mobilização de hoje pretende dar o primeiro passo, abrindo a discussão sobre o assunto, já que não existem leis que vedem a contratação de familiares no Paraná. É imoral, mas não é ilegal, diz o presidente da Amapar, Roberto Portugal Bacellar. (M.K.)





