Se a reforma da Previdência promete ser a grande dor de cabeça do governo, a expectativa é de que a negociação com o Congresso será mais tranquila para aprovação das mudanças no sistema tributário. Até porque, o governo adotou como estratégia mexer o mínimo possível na Constituição e deixar os temas polêmicos para serem resolvidos no futuro, como é o caso da cobrança na origem ou no destino do novo ICMS, que passa a ser federal.
''Com os pontos divergentes, como essa questão da cobrança do ICMS, ficando de fora agora, facilita a aprovação'', sustenta o vice-líder do governo na Câmara, professor Luizinho (PT-SP). ''O governo vai mandar as vigas mestras da reforma e nós é que vamos decidir o complemento'', completa o relator da reforma tributária, Virgílio Guimarães (PT-MG).
Para acelerar a apreciação da reforma tributária, líderes aliados trabalham com a hipótese de aproveitar a tramitação da emenda constitucional relatada pelo deputado Mussa Demes (PFL-PI). A reforma tributária apresentada por Lula pegaria ''carona'' nesta emenda, que já está pronta para ser votada pelo plenário da Câmara.
Mesmo com polêmicas e dificuldades, a previsão é de que, na Câmara, as reformas serão aprovadas, no máximo, até setembro.

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