As lideranças do prefeito Nedson Micheleti terão a chance de testar o relacionamento com a Câmara Municipal a partir de 15 de fevereiro, quando acaba o recesso parlamentar e deve se retomada a discussão sobre o corte de benefícios adquiridos ao longo dos últimos anos pelos servidores. Um desses benefícios é a Remuneração Adicional Variável (RAV), paga de acordo com o recebimento de multas e juros sobre impostos municipais. Mudanças na licença-prêmio e na progressão salarial também são motivos de polêmica.

O projeto que trata dos benefícios e faz parte da reforma administrativa saiu da pauta de votação há cerca de dez dias, depois que os servidores fizeram uma paralisação durante algumas horas e interromperam o atendimento nos postos municipais de saúde.

Nedson espera negociar os pontos polêmicos durante o recesso, fechando um acordo antes das votações. É o que espera também o líder do prefeito na Câmara, o vereador André Vargas. Na sua opinião, a administração e os servidores chegarão a um consenso, evitando nova polêmica já no início do ano.

Na avaliação do secretário de Governo, Adalberto Pereira da Silva, a reforma administrativa terá que ser feita, mesmo que o Tribunal de Contas (TC) permita que os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam contabilizados como receita corrente líquida para o cálculo da folha de pagamento. Desta forma, a prefeitura estaria dentro do limite de gasto com Folha (54%), estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

''Isso não quer dizer que o problema financeiro da prefeitura esteja equacionado. O assunto foi postergado, mas os servidores têm consciência de alguma coisa tem de ser feita'', destacou Adalberto. Segundo o secretário de Governo, o crescimento da folha é de aproximadamente 5% ao ano e, mesmo sem reajustes salariais, sofreria um acréscimo de um quarto no final desta administração.

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