O incidente com o governador Roberto Requião (PMDB) em Paiçandu (10 km a leste de Maringá) e a apologia ao Governo Lula marcaram o tom político dos discursos de lançamento oficial do Consórcio Intermunicipal de Segurança (Cismel) da Região Metropolitana de Londrina (RML). A coordenadora da RML, Elza Correia, fez questão de frisar que ''Lula e Requião têm promovido a inclusão de crianças e adolescentes, mas há muito a ser feito''.
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Luiz Forte Neto, abriu o discurso com um enigmático ''às vezes ser político é muito perigoso'' - seria o prenúncio da menção da queda do palco de quase três metros de altura em que ele, o governador e outros assessores, deputados e secretários estavam, horas antes, para a entrega de 63 ônibus do transporte escolar. ''O governador estava no centro; alguns secretários caíram uns por cima dos outros. Tem deputado com risco de fratura na clavícula e o Requião, de fratura no pé. Mas ele mandou, por mim, um abraço amigo para vocês.''
Já o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), não poupou elogios ao ministro Paulo Bernardo (Planejamento), presente ao evento com o ministro da Justiça, Tarso Genro. ''Agradeço a esse anjo da guarda que o Paulo Bernardo tem sido pela nossa cidade'', definiu, pedindo palmas ao petista. Em entrevista, sobre o uso político que as verbas do Pronasci possam ter ano que vem, em função de vários ministros serem pré-candidatos, Barbosa defendeu que o trato com esse tipo de liderança não pode ser ''pessoal''. E chamar de anjo da guarda, pode? ''Não vejo nenhum demérito nisso e chamo quem for preciso.''
Já o ministro da Justiça, além da exaltação à própria pasta - ''os investimentos dobraram, na minha gestão'' -, lembrou do governador e lamentou a ausência dele. ''O Requião tem um temperamento exuberante e um humor exuberante'', acredita.

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