O discurso de Severino na ONU foi cheio de lugares-comum sobre política externa e recheado com uma série de informações imprecisas sobre políticas sociais e sobre a celeridade dos trabalhos do Legislativo. Otimista, Severino disse que o Brasil cumprirá as ambiciosas metas do milênio, alvo de polêmica na ONU, antes da data-limite de 2015. Disse que o Congresso tem ''papel decisivo'' na destinação de dotações orçamentárias para programas sociais e que a ''ênfase'' da agenda do parlamento brasileiro recai sobre a ''formação de blocos'' de países. Não fez nenhuma menção às CPIs, aos processos de cassação contra 18 deputados nem sobre as denúncias de que ele mesmo é alvo.
No término da fala, foi aplaudido timidamente - uma tônica de toda a reunião, marcada pela desatenção da platéia para com os oradores. Depois de falar, permaneceu mais alguns minutos em plenário, trocou cumprimentos e cartões de visitas com outras delegações e se retirou com assessores para programar a antecipação de sua volta ao Brasil. Quando Severino deixou o plenário da ONU, o Brasil ficou representado por alguns momentos apenas por Francisca, mulher do vice-presidente da Câmara, Thomás Nonô (PFL-AL). (Das agências)

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