Sucursal de Curitiba
O senador Roberto Requião (PMDB) aproveitou ontem uma platéia de 200 estudantes universitários para criticar os governos federal e estadual. Foi durante a aula inaugural da Semana do Calouro da PUC-PR, promovida pelo Centro Acadêmico Sobral Pinto, do curso de Direito. Convidado para fazer palestra sobre o Poder Legislativo, Requião preferiu falar, já em tom de campanha, sobre globalização e neoliberalismo.
Requião iniciou seu discurso de uma hora fazendo ‘média’ com os alunos da PUC. Ele defendeu o respasse de verba pública para a PUC, com o fim da cobrança de mensalidades e a manutenção da liberdade confessional da instituição. Em seguida, começou a disparar contra o Legislativo e o Executivo, tendo como pano de fundo o tema da globalização.
Ao criticar a aprovação da lei de patentes, cuja versão original chegou ao Congresso Nacional redigida em inglês, Requião disse que o ‘‘Legislativo é teúdo e manteúdo do Executivo, que faz dele o que quer e quando quer’’.
Em seguida, disse que ‘‘FHC desistiu de ser brasileiro’’ e criticou a privatização da Vale do Rio Doce. Ele disse que desde o início do Plano Real foram fechados 750 mil postos de empregos no Brasil e que as indústrias de auto-peças foram reduzidas de 3,5 mil para 300 unidades.
O senador defendeu investimentos públicos na agricultura e no setor primário, para movimentar mais rapidamente a economia do país.
Requião encerrou seu discurso dizendo que setores da Igreja, das Forças Armadas e dos movimentos populares devem resistir à política neoliberal apoiando um projeto antiglobalizante nas eleições do próximo ano.

mockup