Discórdia no Amazonas é com PSDB e PMDB
A decisão do PT do Rio pela candidatura própria também aumentou as divergências entre as bases do partido no Amazonas, com uma diferença. Lá, o PDT não é o centro da discórdia, e sim o PSDB e o PMDB, da base governista de Fernando Henrique. De um lado estão os militantes da articulação que apoiam o ex-vereador Serafim Corrêa (PSB), na Frente Ampla de Oposição (PSB-PSDB-PMDB-PCdoB e PT). O propósito da frente é derrotar o governador Amazonino Mendes (PFL), candidato à reeleição. De outro, está a articulação de esquerda, que põe em cheque o nome de Menabarreto Segadilho, como candidato próprio do PT, no encontro municipal que acontece neste final de semana.
No Amazonas, o PT está rompido com o partido de Leonel Brizola desde as eleições de 1996, quando no segundo turno o PDT apoiou Amazonino ao governo. Agora, o PDT deve coligar-se com o PPB, que encabeça a candidatura de Eduardo Braga, ex-prefeito de Manaus.
AlagoasEm Alagoas, apenas os militantes do movimento PT de Cara Própria se posicionaram oficialmente contra a ameaça do diretório nacional do partido de querer intervir no PT do Rio de Janeiro, por causa do lançamento da candidatura do petista Vladimir Palmeiras as governo daquele Estado.
Apesar de reconhecermos a importância da composição de uma aliança entre o PT e o PDT para disputar a presidência da República, não podemos admitir que a legítima e democrática decisão do encontro do Rio seja revista através de medidas autoritárias e cupulistas que a direção nacional ameaça tomar, diz o manifesto.
O presidente do diretório regional do PT de Alagoas, Joaquim Brito, disse que a decisão do PT carioca põe uma barreira no projeto maior do partido, que é eleger Luis inácio Lula da Silva presidente da República. A decisão do Rio contraria a política da aliança definida no 11º Encontro Nacional do PT, em julho de 97, informa Brito. Segundo ele, Lula não é candidato do PT, é candidato da aliança dos partidos da esquerda, cujo projeto maior é resgatar o Brasil da política nefasta de neoliberalismo.
Brito espera que a crise provocada pelo PT do Rio seja resolvida no encontro nacional extraordinário que o partido realiza no final de maio.
O ex-prefeito Ronaldo Lessa PSDB), candidato ao governo do Estado, lamentou a crise no PT/PDT, mas disse que os problemas causados no Rio de Janeiro não vão prejudicar em nada a aliança dos partidos de esquerda, em Alagoas. Infelizmente, no Brasil, a direita se une com mais facilidade, comentou.
Para o ex-deputado federal Mendonça Neto (PDT), a crise do Rio de Janeiro poderá repercutir em Alagoas. Se o PT continuar com essa intransigência, maltratando Leonel Brizola, o PDT de Alagoas deverá exigir o espaço que lhe cabe dentro da aliança em torno da candidatura de Lessa, afirmou Mendonça.





