Dirigentes do PDT pedem intervenção no diretório
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sexta-feira, 18 de abril de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Uma comissão formada por presidentes de comissões provisórias do PDT do Paraná, irá a uma reunião da direção nacional do partido na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro, reivindicar uma espécie de intervenção no diretório estadual.
Segundo o presidente da comissão provisória de Coronel Vivida, Valmor Stédile, um dos principais pontos a serem colocados para a direção nacional, é o processo de definição da liderança do PDT na Assembléia Legislativa, hoje com o deputado Neivo Beraldim, e do representante do partido na Mesa Executiva, ocupada pelo deputado Augustinho Zucchi. ''O processo foi todo deformado, irregular. Ocorreu sem a participação da direção estadual do partido, como manda o Estatuto do PDT. A direção estadual está sem condições de questionar isso porque está contaminada. Os dois deputados estão na direção'', justificou Stédile.
A reivindicação faz parte de um documento assinado por 80 dirigentes municipais, que pede ainda a ''redefinição dos rumos do PDT, enfocando especialmente aspectos relacionados ao comportamento do partido frente aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Roberto Requião (PMDB); garantia de diálogo com os irmãos senadores Alvaro e Osmar Dias, na presença de Leonel Brizola ou de outro dirigente nacional, para propiciar uma nova composição da direção partidária para encaminhar com isenção as convenções no Paraná; em nome da unidade partidária, que Nelton Friedrich (presidente do diretório estadual), lidere a chapa que será apresentada na Convenção Estadual, propondo que sua composição tenha condições de assegurar a defesa dos objetivos programáticos e estatutários do PDT''.
''Esse nosso trabalho de base visa debater as convenções que visam meramente a substituição do presidente e das comissões provisórias municipais. Queremos um processo de convenções que tenha condições de discutir os rumos do partido, principalmente para a definição das eleições do ano que vem'', complementou Stédile. ''Não é simplesmente substituir o comando. Queremos um processo que leve o partido a uma unidade.''
Para o presidente da comissão provisória do PDT em Maringá, Aldi Mertz, que também assinou o manifesto, a ''falta de direcionamento'' do partido se agrava com a proximidade das convenções para a definição dos diretórios municipais. ''Até agora está faltando direcionamento do partido e estamos reclamando. Estamos próximos as convenções. Há muito tempo estamos com comissões provisórias para purificar o partido e o manifesto é no sentido que se abra um diálogo com as lideranças que detém mandato para estabelecer as regras das convenções'', afirmou. ''O partido só cresce quando tem debate interno.''


