Dirigentes de companhias tomam posse
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quarta-feira, 03 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino e Lúcio Horta de Londrina 
O novo presidente da Sercomtel S/A, Francisco Roberto, tomou posse ontem à tarde de olho na abertura do mercado de telecomunicações. Ele anunciou que irá criar um grupo para estudar em quais setores a telefônica poderá atuar e disputar espaço com as concorrentes. Para isso, pretende antecipar algumas das metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de 2003 para este ano, colocando-se em condição de participar de concorrências públicas, inclusive na área de telefonia fixa. Queremos buscar novos mercados, afirmou.
O ex-presidente Rubens Pavan, que deixou o cargo depois de quatro anos, avaliou de forma positiva o período em que permaneceu à frente da empresa apesar de ser réu em ação do Ministério Público por improbidade administrativa. Tínhamos uma velha autarquia que se transformou numa empresa ágil, afirmou. Ele destacou como grandes realizações o aumento do número de terminais telefônicos, o barateamento do serviço e o aumento da produtividade quando assumiu, a telefônica tinha mais de 900 funcionários; hoje tem pouco mais de 500. Investimos no período R$ 100 milhões, tudo gerado na própria Sercomtel.
A nova diretoria da Sercomtel, além de Francisco Roberto, é composta por Paulo Cézar da Silva Machado (vice), Walter Ikeda (diretor administrativo-financeiro), Adriano do Espírito Santo (marketing e serviços), Hans Muller (engenharia e operações) e Régis Augusto Blauth (participações). Na Sercomtel Celular, também assumiram os diretores Paulo César Cadidé de Almeida (marketing), Flávio Borsato (operações) e Victor Marmelo de Passos (participações), além dos conselhos administrativo e fiscal.
Além da Sercomtel, também tomaram posse ontem os novos presidentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva. Para Sella, os principais desafios serão resgatar a confiabilidade da companhia que foi centro dos desvios de verba do município e encontrar soluções para problemas crônicos, como o lixo o trânsito.
Carlos Eduardo de Afonseca e Silva também vai encontrar pela frente problemas indigestos: mais de 1,2 mil londrinenses sem moradia; antigas favelas urbanizadas que ainda não têm a regularização fundiária; dívida de R$ 330 milhões com a Caixa Econômica Federal R$ 280 milhões a vencer e R$ 50 milhões já vencidas.
Na posse, o prefeito Nedson Micheleti (PT) adiantou que já tem uma reunião marcada para hoje com a diretoria da Caixa. Uma da propostas a serem levadas, segundo Carlos e Silva, contemplam os contratos subrrogados de 33 conjuntos construídos em outros municípios e que têm 75% de inadimplência.


