O novo presidente da Sercomtel S/A, Francisco Roberto, tomou posse ontem à tarde de olho na abertura do mercado de telecomunicações. Ele anunciou que irá criar um grupo para estudar em quais setores a telefônica poderá atuar e disputar espaço com as concorrentes. Para isso, pretende antecipar algumas das metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de 2003 para este ano, colocando-se em condição de participar de concorrências públicas, inclusive na área de telefonia fixa. ‘‘Queremos buscar novos mercados’’, afirmou.
O ex-presidente Rubens Pavan, que deixou o cargo depois de quatro anos, avaliou de forma positiva o período em que permaneceu à frente da empresa – apesar de ser réu em ação do Ministério Público por improbidade administrativa. ‘‘Tínhamos uma velha autarquia que se transformou numa empresa ágil’’, afirmou. Ele destacou como grandes realizações o aumento do número de terminais telefônicos, o barateamento do serviço e o aumento da produtividade – quando assumiu, a telefônica tinha mais de 900 funcionários; hoje tem pouco mais de 500. ‘‘Investimos no período R$ 100 milhões, tudo gerado na própria Sercomtel.’’
A nova diretoria da Sercomtel, além de Francisco Roberto, é composta por Paulo Cézar da Silva Machado (vice), Walter Ikeda (diretor administrativo-financeiro), Adriano do Espírito Santo (marketing e serviços), Hans Muller (engenharia e operações) e Régis Augusto Blauth (participações). Na Sercomtel Celular, também assumiram os diretores Paulo César Cadidé de Almeida (marketing), Flávio Borsato (operações) e Victor Marmelo de Passos (participações), além dos conselhos administrativo e fiscal.
Além da Sercomtel, também tomaram posse ontem os novos presidentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva. Para Sella, os principais desafios serão resgatar a confiabilidade da companhia – que foi centro dos desvios de verba do município – e encontrar soluções para problemas crônicos, como o lixo o trânsito.
Carlos Eduardo de Afonseca e Silva também vai encontrar pela frente problemas indigestos: mais de 1,2 mil londrinenses sem moradia; antigas favelas urbanizadas que ainda não têm a regularização fundiária; dívida de R$ 330 milhões com a Caixa Econômica Federal – R$ 280 milhões a vencer e R$ 50 milhões já vencidas.
Na posse, o prefeito Nedson Micheleti (PT) adiantou que já tem uma reunião marcada para hoje com a diretoria da Caixa. Uma da propostas a serem levadas, segundo Carlos e Silva, contemplam os contratos subrrogados de 33 conjuntos construídos em outros municípios e que têm 75% de inadimplência.

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