'Diretórios viraram cartórios eleitorais'
O secretário-geral do PMDB no Paraná, Luiz Cláudio Romanelli, admitiu que é pré-candidato para as eleições de 2006, mas negou que estaria arquitetando a formação de currais eleitorais pela dissolução de diretórios municipais da sigla.
Romanelli afirmou que o recurso protocolado pelo diretório de Maringá deve ser apreciado na reunião da próxima quarta-feira. Mesmo assim, o secretário não deu mostras de que a decisão é reversível. De acordo com ele, a estratégia de dissolver as executivas ''apenas 40, não 96'' não reflete os últimos desempenhos eleitorais, como também a representatividade de Maringá e das outras cidades que podem sofrer a intervenção no Governo do Estado. ''Londrina não teve um bom desempenho na eleição de outubro (disputada pela deputada estadual Elza Correia), mas tem representantes como o (Luiz Eduardo) Cheida (secretário de Meio Ambiente) no alto escalão. Maringá, não; nem no segundo escalão'', justificou. As indicações, nestes casos, são feitas pelo próprio governador, Roberto Requião (PMDB).
Outro ponto destacado pelo secretário-geral, reforçando a tese do líder Dobrandino da Silva, é a necessidade de renovação dentro do partido. ''É importante esse choque de gestão porque alguns diretórios, como o de Maringá, estão se tornando verdadeiros cartórios eleitorais. Presidente não é profissão, e o (Umberto Crispim) Araújo, há 16 anos ali, tem que saber disso'', ironizou.
Sobre as acusações de fraude e a falta das 36 assinaturas da ata feita na reunião de 6 de dezembro, Romanelli declarou que elas são inválidas. ''Para começar, ninguém estabelece curral eleitoral em Maringá. Foram 28 assinaturas, mas tenho fitas de vídeo comprovando que havia pessoas lá que votaram a nosso favor. A ata é só um registro sintético'', resumiu. Por que então esses integrantes não assinaram o documento (que tem validade legal)? ''Porque foi tudo tumultuado, havia muita gente, e o responsável pelo livro-ata o levou bem depois do início da reunião''. (J.G.)





