A ex-presidente do diretório municipal do PHS, Flávia Romagnoli, ajuizou ontem uma medida cautelar, com pedido de liminar de nulidade da intervenção no partido em Londrina determinada pelo diretório estadual da sigla.
''O estatuto do nosso partido não prevê a dissolução sumária da comissão executiva municipal. Eles fizeram uma intervenção sumária, nomearam uma comissão provisória que convocou a convenção para o dia 30. Deveriam ter nomeado uma comissão interventora'', argumentou Flávia. ''Além disso, argumentam que a intervenção foi decidida dia 21. Estivemos reunidos dia 23 e não me notificaram. No dia 29 eles tentaram protocolar um documento na Justiça Eleitoral, que não foi aceito. No dia 30, eles ajuizaram no Tribunal Regional Eleitoral a dissolução e a nomeação da comissão interventora, mas a nossa convenção foi no dia 29'', complementou.
Segundo o presidente estadual do PHS, Valter Viana, a dissolução do diretório municipal é uma decisão interna do partido. ''Não tenho conhecimento da ação mas isso é uma questão interna do partido e a justiça jamais vai interferir em uma decisão interna'', disse. ''A intervenção não foi nenhuma medida sumária e também não tem nenhuma contradição ao estatuto do partido. Tanto não foi sumária que nós da estadual tomamos a decisão de intervenção no dia 21 em uma reunião da executiva em Curitiba à noite e, na quarta-feira, estive reunido com a presidente e outros filiados e comuniquei a ela que estaríamos fazendo a intervenção caso ela não aceitasse as diretrizes do partido.'' Segundo Viana, o partido deverá instaurar uma ação administrativa na Comissão de Ética para expulsão de Flávia do PHS.
O desentendimento entre os diretórios estadual e municipal gerou o registro de duas coligações na majoritária e proporcional. Os dois diretórios prometem protocolar hoje pedidos de impugnação das chapas.
Até ontem haviam sido registrados oito pedidos de providências ao Ministério Público (MP), denunciando possíveis irregularidades de candidatos a prefeito e vereador.

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