São Paulo - O Diretório Nacional do PT aprovou ontem, durante reunião em São Paulo, o prosseguimento das negociações do partido com o PL e setores do PMDB que se opõem ao governo Fernando Henrique Cardoso. Por 38 votos a 29, foi derrotado o destaque defendido por setores radicais da legenda que pregavam a suspensão das discussões. Foi registrada ainda uma abstenção.
O item que tratava da aliança foi votado por 68 integrantes, do total de 84 membros do diretório. A vitória foi considerada ‘‘apertada’ por representantes de correntes mais radicais da sigla. ‘‘A base do PT e seus simpatizantes são contrários à aliança com o PL e a direção do partido reconheceu isso. Será uma questão de tempo até isso mudar e predominar a coerência’’, declarou o deputado federal Ivan Valente, para quem o PL não atua de maneira ‘‘ética na política’.
‘‘O acordo que foi feito, unânime, é que, uma vez tomada a decisão, todos iriam acatá-la e essa questão não voltaria mais como uma divergência no PT’’, disse o presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, José Dirceu. ‘‘Se o Brasil ganhar a Copa do Mundo por um a zero, ganhou ou perdeu? Não há mais no PT dúvidas sobre essa questão. Quanto a como foi a votação é secundário.’’
O documento aprovado traz a decisão do diretório sobre a manutenção de um pacto entre os partidos de oposição. ‘‘O Diretório Nacional manifesta seu total apoio à proposta de um fórum com todos os partidos de oposição para formulação de um programa comum, de um pacto de não agressão e de uma ação articulada de fiscalização do processo eleitoral’’, diz o texto.

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