Diretoria da CMTU defende fim de contrato com Cooprelon
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segunda-feira, 01 de abril de 2013
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
A Diretoria de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) decidiu pela rescisão contratual com a Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon). O ofício assinado pelo diretor Gilmar Domingues será encaminhado hoje à presidência que vai analisar o documento antes de confirmar o rompimento unilateral do contrato. A defesa dos administradores da cooperativa, protocolada ontem à tarde na companhia, também vai para a análise do presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas.
Segundo a assessoria de imprensa da CMTU, os principais motivos para o parecer pelo fim do contrato são ''a deficiência contínua na prestação do serviço, mesmo diante de várias notificações e advertências'', ''o fato da Cooprelon não estar repassando aos cooperados os valores do subsídio pagos pela prefeitura, fazendo apenas o rateio do valor apurado com a
venda dos recicláveis e a fraude em assinaturas''. A prefeitura repassa por mês à cooperativa cerca de R$ 200 mil.
Domingues afirmou que ''os problemas apresentados são insanáveis e num sistema que custa mais de R$ 10 milhões por ano não podemos admitir isso''. Segundo ele, holerites e recibos de pagamentos de cooperados teriam sido fraudados na cooperativa. ''O que pesou para nós foi a assinatura em holerites de pessoas que sequer sabiam reconhecer essa assinatura.'' O diretor disse que foram concedidos prazos para que a administração da Cooprelon se manifestasse. O último venceu ontem no final da tarde, mas as explicações não foram suficientes para o setor da administração municipal responsável pela coordenação da reciclagem em Londrina.
A reportagem conversou com o advogado Frederico Reis, do escritório que representa a Cooprelon. Ele preferiu esperar o posicionamento oficial da CMTU sobre a possível rescisão do contrato, mas antecipou que pode recorrer à Justiça contra a companhia. ''Temos esperança que o presidente possa acatar os documentos levados pela cooperativa.''
Quanto à fraude em holerites, o advogado explicou que ''pode ter ocorrido no máximo equívoco, mas nunca má-fé''. Conforme Reis, ''a irmã de um cooperado foi buscar os vencimentos dele, assinou o documento e repassou corretamente depois para o irmão''. ''Ele, inclusive, deu este testemunho que nós já informamos para a CMTU'', concluiu o advogado.
Segundo a CMTU, ao final do procedimento interno, todos os documentos serão encaminhados para o Ministério Público (MP) do Paraná, que também apura supostas irregularidades na Cooprelon.


