Em sua primeira entrevista desde que teve o nome confirmado para presidir a CEF (Caixa Econômica Federal), o economista Emílio Carazzai disse ontem em Recife (PE) que a diretoria da instituição será mantida. Segundo ele, a manutenção da diretoria não foi exigência do ministro Pedro Malan (Fazenda) ou do governo federal. ‘‘É natural que as pessoas que se desincumbiram bem em suas funções sejam mantidas’’, disse ele.
Carazzai foi indicado para o cargo pelo vice-presidente Marco Maciel, com o apoio do PFL. A indicação enfrentou resistência do ministro Pedro Malan (Fazenda), que não desejava a substituição do atual presidente, Sérgio Cutolo.
A CEF trabalha com um orçamento maior do que o de alguns ministérios: cerca de R$ 10 bilhões, voltados para as áreas de habitação e saneamento. Segundo Carazzai,
Carazzai é paranaense, mas vive há 30 anos em Pernambuco, onde ocupou diversos cargos públicos. Entre outros, o de secretário da Agricultura no governo Marco Maciel (79/82), de quem é amigo. Foi também secretário-executivo do Ministério da Fazenda, na gestão do ministro Paulo Haddad (quando Itamar Franco era presidente). Data dessa época, segundo Carazzai, sua relação com Malan, que também trabalhava para o governo federal. O novo presidente da CEF tem mestrado na Manchester Business School, na Inglaterra.

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