Diretores indicados pela Copel se reúnem com Pessuti
As últimas declarações contra a estadualização da Sercomtel dadas - via imprensa - pelo presidente da Copel, Rubens Ghilardi, pegaram de surpresa até mesmo os três diretores da telefônica indicados pela estatal. Quem afirma é um deles, o vice-presidente da Sercomtel, Oscar Bordin. De acordo com ele, com as manifestações de Ghilardi o grupo quer saber, agora, se a derrocada da negociação é uma diretriz do governo estadual, dono de 45% das ações, ou uma opção da companhia energética. É essa, aliás, a pauta de uma reunião dos diretores, hoje, com o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB).
O encontro será em Maringá, por onde Pessuti estará de passagem. Segundo Bordin, a iniciativa pela conversa ''partiu dos diretores'', que teriam ficado ''em uma situação difícil, até surpresos'' com o posicionamento de Ghilardi. ''Queremos saber do vice-governador se de fato a não estadualização é uma diretriz de Estado; o que vier de resposta será respeitado. Acontece que a forma como soubemos disso, nos últimos dias, nos colocou em uma posição difícil na empresa'', explicou, referindo-se à entrevista de Ghilardi, à FOLHA, no último dia 11. Na ocasião, o presidente da estatal argumentara que impedimentos legais seriam o real entrave - colocado inclusive pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), alegara - à compra de ações da Sercomtel pelo Estado.
Além de Bordin, se reúnem hoje com Pessuti também os diretores José Mario Rezende (Participações) e Leonilso Jaqueta (Mercado), este último, cargo criado em 2005 após manifestações públicas do governador Roberto Requião (PMDB) a favor de uma auditoria na telefônica.
Questionado sobre eventual interesse da Copel em comercializar, à parte, sua parte no bolo acionário - possibilidade já cogitada nos bastidores da administração municipal -, Bordin sinalizou: ''Isso ainda não é real, e acho muito difícil: afinal, a Copel precisaria de uma avaliação da empresa (cancelada esta semana pela Prefeitura) para pensar em negociar'', comentou.
A FOLHA tentou confirmar com Ghilardi a hipótese de venda dos 45%, mas nem ele, nem sua assessoria de imprensa se manifestaram. Já Pessuti estava com os celulares desligados, mas, pelo que a reportagem apurou, ele se reuniria ontem com Requião para discutir o assunto. (J.G.)





