Curitiba - Os diretores da DM Construtora Ltda., ouvidos ontem na CPI do Banestado, apontaram a inadimplência da Aspen Park, responsável pela construção do Shopping Aspen Park, em Maringá, como a principal causa do acúmulo de uma dívida estimada em R$ 15 milhões do grupo com o banco. O vice-presidente da DM, Giovano Conrado Fantin, filho do empresário Darci Fantin, confirmou a realização de empréstimos, pequenos segundo ele, junto ao Banestado entre os anos de 1995 e 1996.
Em abril de 1996, o valor total da dívida somava R$ 4,5 milhões (com juros embutidos). Como a DM Construtora tinha R$ 8 milhões para receber da Aspen Park atualmente de outro grupo entregou duplicatas para o pagamento da dívida com o Banestado. No entanto, a Aspen não honrou as duplicadas e a dívida voltou a ser da DM Construtora. ''Até 1998, este valor chegou a R$ 15 milhões. Não tínhamos como efetuar o pagamento de uma só vez e resolvemos negociar'', declarou ele.
O valor foi renegociado com garantia de pagamento da Copel. Para liquidação da dívida foram gastos R$ 7,9 milhões. ''Não podemos dizer que isso foi um benefício para a DM Construtora. Não houve nenhuma transação ilegal. Pedimos que fosse reduzido o valor total para quitarmos antecipadamente uma dívida que estava sendo rolada há muitos anos'', complementou.
Darci Fantin, que pediu para ser convidado para depor pela CPI, reforçou os argumentos do filho. Fantin disse que tinha dívida similar com outro banco, privado, negociada da mesma maneira. ''Não houve má-fé. Não acho que o poder público tenha perdido com a negociação'', declarou ele.
Além de ter sido beneficiada com diminuição do valor da dívida para a quitação do empréstimo, a DM ainda foi citada por uma transação financeira feita com a Silver Cloud Distribuidora de Alimentos, investigada por suposta lavagem de dinheiro. A DM adquiriu uma apólice de R$ 19,3 milhões de títulos do governo federal por um valor de R$ 9,9 milhões. Os títulos foram usados como garantia de pagamentos previdenciários. ''Compramos os títulos com deságio de 51% para garantirmos o pagamento de outra dívida com o governo federal. Foi uma oportunidade'', explicou Giovano.
Ontem, os deputados votaram pela quebra do sigilo bancário Silver Cloud que tem capital social de R$ 50 mil.

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