Diretores da Fundação Copel não renunciam
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quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Leandro Donatti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) terá que engolir por ora a atual diretoria da Fundação Copel. Anteontem, Requião mandou o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o ex-governador Paulo Pimentel, demitir a diretoria da entidade, ordem que não pode ser cumprida por imposição da legislação que rege os fundos de pensões. Ontem, a diretoria da Copel passou o dia esperando um pedido de renúncia coletiva da diretoria da fundação, o que não houve.
A Copel informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que prorrogou para hoje a espera do pedido de renúncia coletiva. Se não for formulado oficialmente, Pimentel deverá convocar uma reunião extradordinária do Conselho Deliberativo da Fundação Copel para oficializar a destituição dos membros da diretoria. A reunião deverá acontecer somente na próxima segunda-feira, porque é preciso um prazo de quatro dias para convocar os membros do conselho.
O governador ordenou a exoneração do presidente da Fundação Copel, Othon Mader Ribas; do diretor financeiro, Paulo Henrique de Almeida; e do diretor de Administração e Seguridade, Pantaleão Muniz da Silva. Requião acusa a diretoria da fundação de comprar debêntures das concessionárias de pedágio e de empresas falidas.
Tranquilo, Ribas disse que não fez nada errado e administra a Fundação Copel sob critérios técnicos. Além disso, o cargo da diretoria da entidade é regido por leis complementares do Congresso Nacional e resolução do Conselho Monetário Nacional, que impede a demissão ou destituição de diretores de fundos previdenciários por critérios políticos. Disse que não pretende renunciar ao cargo e se o pedido de renúncia for formulado pelo Conselho Deliberativo, a diretoria da fundação ''vai avaliar''. (Colaborou Vânia Casado)


