Diretores da Cooprelon permanecem nos cargos
O presidente da Cooprelon, Maurício Montezini, e o então diretor financeiro, Erlandes Silva, continuarão na Cooprelon, mesmo não sendo catadores de baixa renda. Segundo André Nadai, a decisão foi tomada em assembleia entre os cooperados e comunicada esta semana à CMTU. ''O Maurício continua presidente e o Erlandes saiu da diretoria: ficará como catador apenas'', afirmou Nadai. ''Não há mal nenhum na permanência deles na cooperativa. Uma pessoa pode se tornar um catador de baixa renda'', justificou o presidente da CMTU.
O fato de eles não serem catadores de baixa renda contraria o Plano Nacional de Saneamento, de 2007, que modificou a Lei de Licitações e passou a autorizar a dispensa de licitação para a contratação de ''associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis''.
Sobre este assunto, a agente da CMTU também falou ao Ministério Público. Ela relatou que pesquisa feita à época da contratação da Cooprelon revelou que os dois ''não era catadores, não constavam do cadastro da CMTU e que não eram de baixa renda'', conforme consulta feita à Secretaria de Assistência Social. Também pesa o fato de Montezini, antes de assumir a presidência da Cooprelon, ter prestado serviços à Supra. (L.C.)





