Diretor jurídico do banco se nega a depor
O diretor jurídico do HSBC, Álvaro Sedlacek, citado em diversos depoimentos à CPI da Telefonia como sendo conivente com o suposto esquema de grampos telefônicos e quebra de sigilo de clientes e funcionários do banco, se recusou a depor. Ele, o primeiro indiciado formalmente pela CPI, invocou o direito de permanecer em silêncio. No início da sessão, o advogado René Dotti, que defende o HSBC, tentou livrar o diretor do depoimento.
Depois de discutir com o deputado Tony Garcia (PPB), presidente da CPI da Telefonia, Dotti pediu para que Sedlacek fosse ouvido na condição de indiciado. ''O advogado não pode ser coagido ou pressionado. Não podemos tratar as testemunhas como faziam os militares na época da ditadura'', disse ele. Na condição de indiciado, Sedlacek não prestou juramento. ''Só quero dizer que toda minha atuação dentro do HSBC se deu na condição de advogado. Estou ciente que tudo o que eu fiz foi no exercício de minha profissão'', se limitou a falar.
Para Garcia, a atitude dos advogados do HSBC foram ''hostis''. ''A CPI vai ter que usar de instrumentos jurídicos mais duros com relação ao HSBC. O advogado comparou nossa CPI ao regime militar, foi hostil. Ficamos frustrados com o procedimento do banco. Para nós fica claro que quem cala, confirma. Estamos no caminho certo'', complementou.
Telepar O novo superintendente da Telepar Brasil Telecom, Jorge Moraes Jardim Filho, também foi ouvido. Ele foi questionado sobre a cobrança de locação de aparelhos telefônicos, considerada ilegal. Jardim disse que pediu orientação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que se a cobrança for ilegal, será suspensa. (L.P.)





