Brasília - A Mesa Diretora do Senado designou ontem o diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra, para coordenar as investigações sobre a descoberta de mais de 400 novos atos secretos na Casa entre 1998 e 1999. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), já determinou a instalação de um inquérito para apurar o caso.
  Reportagem da Folha de S. Paulo afirma que mais 15 boletins de pessoal com atos ‘‘ultrassecretos’’ foram encontrados no Senado. Editados entre 1998 e 1999, a maioria trata de aumento de salários com pagamento retroativo para servidores.
  Entre as medidas que não tiveram a devida publicação na rede de intranet do Senado, está a nomeação de Ronaldo Cunha Lima Filho, filho do ex-primeiro secretário e senador Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB).
  A conclusão da primeira comissão de sindicância é que 663 atos constam em 312 boletins que não foram publicados na rede de intranet do Senado. De imediato, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tomou a decisão de anular todos eles, pois não cumpriram o princípio constitucional da publicidade.
  Contudo, nas últimas semanas, a Diretoria Geral vem apresentando justificativas para validá-los. Há um mês revelou que o total de atos secretos poderia chegar a 1.000.

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