O diretor de Projetos de Qualificação Profissional do Idesh, Daniel Mendonça, disse ontem desconhecer indicações políticas para o preenchimento das vagas de monitores do programa Projovem. As supostas indicações são alvo de um procedimento investigatório instaurado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. ''Se houver indicações, não foram feitas pelo Idesh. Agora se houve indicação por parte de alguém da administração da Prefeitura, eu não posso dizer nada'', disse. Segundo ele, o Idesh somente encaminhou ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) uma relação de perfis profissionais para o preenchimento dos cargos, ficando a seleção a cargo do órgão.
Ontem, cerca de 20 funcionários do Idesh que teriam trabalhado na divulgação do Projovem e na inscrição dos alunos se reuniram com o diretor do Instituto para cobrar os 30 dias trabalhados e não pagos. De acordo com Medonça, a Prefeitura estaria impedida de realizar o pagamento aos funcionários devido à revogação do contrato.
Medonça acrescenta que a reivindicação do Idesh não se restringe somente ao pagamento dos funcionários, mas também aos gastos que o Instituto teve no período. O Instituto aguarda a abertura da nova licitação e a resposta da prefeitura quanto ao ressarcimento pelos gastos.

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