Diretor de pessoal da AL deve permanecer preso
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-diretor de pessoal da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná Cláudio Marques da Silva deve permanecer preso, mesmo após a decisão do ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu a liberdade para ele e outros dois ex-diretores da AL. Ao contrário de Abib Miguel (ex-diretor geral) e José Ary Nassiff (ex-diretor administrativo), Cláudio Marques da Silva também foi preso por posse ilegal de arma, o que ainda inviabilizaria sua liberdade. Ontem, até o fechamento da edição, Abib Miguel e Nassiff ainda aguardavam o alvará de soltura.
Abib Miguel e Nassiff estão presos desde final de abril num quartel da Polícia Militar em Curitiba porque eles têm curso superior. Já o ex-diretor de pessoal está preso no Centro de Triagem II em Piraquara, região de Curitiba. Os três foram denunciados pelo Ministério Público (MP) do Estado por serem responsáveis por dois esquemas de desvio de dinheiro a partir da nomeação de servidores comissionados ''fantasmas'' na AL. Os esquemas foram desarticulados pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP.
A liberdade concedida pelo ministro Toffoli é consequência de outra decisão dele, de segunda-feira. Atendendo a uma liminar dentro de uma reclamação protocolada pela defesa de Abib Miguel, Toffoli entendeu que as esferas estaduais do Judiciário e do Ministério Público não são competentes para tratar do caso, que seria um desdobramento do Esquema Gafanhoto, que já corre na esfera federal. Assim, temporariamente, todo o trabalho do Gaeco - que entrou com dois processos criminais, fez apreensões e já investigava pelo menos outros dois esquemas semelhantes de desvio de dinheiro na AL - está paralisado.


