Diretor da Unioste quer voltar ao cargo
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terça-feira, 09 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
O diretor-geral do campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em Cascavel, Paulo Sérgio Wolff, ingressou ontem com um mandado de segurança na Justiça para garantir seu retorno ao cargo. Ele foi afastado no dia 13 de agosto, pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, por prazo indeterminado, por suspeitas de irregularidades administrativas.
Para o afastamento, o secretário utilizou como justificativa uma correspondência emitida pelo Tribunal de Contas do Estado (TC) diretamente ao campus, solicitando que alguns procedimentos fossem regularizados, sob risco de sofrer uma punição. O ofício foi emitido no dia 03 de agosto e concedia prazo de 30 dias para regularização, entretanto em apenas dez dias o diretor teve seu afastamento decretado.
O advogado de Paulo Wolff montou a defesa a partir dos próprios documentos usados para seu afastamento, com embasamento sobre a Constituição Federal. No documento, o advogado lembrou a autonomia da universidade e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que trata justamente do ofício do Tribunal de Contas, caracterizando-o como um ato preventivo e não punitivo.
Antes de ingressar com o mandado judicial, o diretor do campus tentou articular por meios administrativos seu retorno ao cargo. Como as negociações com membros do governo do Estado não evoluíram, ele decidiu juntamente com seu advogado Jomah Hussein Rabah, buscar os meios legais. Wolff acredita que a decisão de afastá-lo do cargo foi originada depois que ele decidiu divulgar um relatório mostrando as dificuldades financeiras da universidade.
O Conselho Universitário também tentou garantir o retorno de Paulo Wolff, por considerar a medida arbitrária, porém o reitor em exercício, Wilson Iscuissati, negou sua recondução ao cargo usando como base um parecer jurídico da Unioeste.


