Diretor da Sercomtel sai de hospital e retorna à PEL 2
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O diretor de Participações da Sercomtel, Alysson Tobias de Carvalho, voltou para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2), depois de passar seis dias internado no Hospital do Coração. Ele foi transferido por decisão do juiz da 3 Vara Criminal, Katsujo Nakadomari, que negou o pedido de conversão da preventiva em domiciliar. Alysson foi preso no dia 1º de maio pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suposta participação em esquema de pagamento de propina para vereadores na Câmara de Londrina. Quatro dias depois, ele foi internado com sangramento intestinal e recebeu alta médica na última quarta-feira, porém, permaneceu no hospital por mais 48 horas até decisão judicial.
A investigação do Gaeco já levou para a cadeia o ex-secretário de Governo Marco Antonio Cito, o chefe de Gabinete da prefeitura, Rogério Lopes Ortega, o empresário Ludovico Bonato e o vereador Eloir Valença (PHS). O parlamentar foi o único que conseguiu revogar a prisão e está em liberdade, porém afastado do mandato na Câmara de Vereadores.
O diretor da PEL 2, Elcio Martins Basdão, informou que recebeu a determinação judicial recomendando a transferência de Alysson ontem. ''Na sequência entramos em contato com o hospital e confirmamos que o paciente já estava de alta.'' Basdão explicou que Alysson terá alimentação diferenciada. ''Conforme a prescrição médica ele vai se alimentar de comidas líquidas e já entramos em contato com a empresa responsável pelas refeições dos presos para atender a essa recomendação.'' O diretor explicou que o procedimento é comum aos demais detidos que eventualmente precisam de cuidados médicos.
Alysson e os demais presos pelo Gaeco na investigação sobre o suposto esquema de propina estão ocupando duas celas de 18 metros quadrados cada - Alysson com Rogério e Cito com Bonato - numa ala separada dos demais presos que cumprem pena. ''Estão no período considerado de triagem, que é de 30 dias, então, estão em celas separadas e não têm direito a pátio de sol'', informou Basdão.
A reportagem entrou em contato com o advogado Miguel Salih El Kadri, que defende Alysson, mas ele disse que estava em reunião e não poderia dar entrevista.
Denúncia
O Ministério Público (MP) do Paraná deve apresentar à Justiça, na segunda-feira, denúncia criminal contra os envolvidos no suposto esquema de suborno, relatado pelo vereador Amauri Cardoso (PSDB), que se disse assediado para que votasse contra a abertura da Comissão Processante (CP) da Centronic. Há uma semana, o Gaeco indiciou Valença, Alysson, Ortega, Cito e Bonato por formação de quadrilha e corrupção. Com excessão do vereador, os demais cumprem prisão preventiva na PEL 2.
Durante os dez dias em que o inquérito esteve em andamento, foram ouvidas 25 pessoas, incluindo o prefeito Barbosa Neto (PDT), o presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho Mendes, o secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, e vereadores. O delegado do Gaeco, Alan Flore, desmembrou o inquérito e agora tem 30 dias para apurar se a eventual compra de votos já estaria ocorrendo em relação aos projetos Lei da Muralha e perdão de dívidas da Unopar, ambos do Executivo e que tramitam na Câmara.


