Maringá - O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo concedeu ontem habeas corpus ao advogado Luis Júlio Bertin, diretor-administrativo do Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação (Saop), autarquia da Prefeitura de Maringá. Ele foi preso na terça-feira acusado de depositário infiel. Os advogados de Bertin aguardavam ontem à noite o alvará de soltura.
Bertin ficou preso em uma cela especial do quartel de Maringá. Ele foi preso a pedido da Justiça de São Paulo porque era advogado e depositário fiel de bens de uma empresa credora da massa falida da HPM Indústria de Móveis de São Paulo. Segundo a defesa do advogado, a prisão foi injusta e ilegal porque em 1995 o diretor do Saop havia pedido a renúncia da função de depositário fiel dos bens.
Na ocasião, a juíza do processo de falência da HPM, em São Paulo, teria deferido o pedido do advogado que indicou o ex-deputado federal Antonio Bárbara como o novo depositário. Bárbara é dono da Balfar Indústria de Móveis de Maringá, local onde os bens –equipamentos e materias para móveis– ficaram depositados.
Os advogados de Bertin devem entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado de São Paulo.

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