Brasília - O diretor-geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho, entregou ontem seu cargo ao presidente Fernando Henrique Cardoso e pediu a aposentadoria. Filiado ao PSDB, Monteiro Filho deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais.
Ele coordenou à distância a busca e apreensão feita no escritório da empresa Lunus, de propriedade da pré-candidata à presidência Roseana Sarney (PFL) e do marido dela, Jorge Murad. Na operação, que levou ao rompimento da aliança PFL-PSDB, foi encontrado R$ 1,34 milhão no escritório.
Apesar das repercussões políticas da ação, Monteiro Filho disse que não se sente constrangido. ‘‘A Polícia Federal cumpriu uma determinação judicial. Seria inexplicável se não tivéssemos cumprido’’, afirmou.
Durante os dois anos e nove meses em que ocupou o cargo, ele se aproximou do presidente, com quem mantinha contatos regulares. Essa relação incentivou o delegado a trocar a polícia pela política.
Ontem reuniu os funcionários da PF, fez um discurso de despedida e posou para fotos. Seu substituto será Itanor Neves Carneiro, o segundo na hierarquia da Polícia Federal.

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