Diretor da PF nega que houve ação política
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quarta-feira, 20 de março de 2002
Lucio Vaz Agência Folha 
Brasília - Em depoimento no Senado, o diretor-geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro, negou ontem a tese formulada pelo PFL de que o governo montara uma operação para incriminar Roseana Sarney, por meio da busca e apreensão de documentos no escritório da empresa Lunus, em 1º de março.
O delegado Paulo de Tarso Gomes, que comandou a operação, porém, afirmou que o procurador José Roberto Santoro, ligado ao pré-candidato tucano José Serra já vinha trabalhando no caso há bastante tempo. Tivemos duas reuniões com ele, no Ministério Público e na Polícia Federal.
Os senadores do PFL insistiram na tese de que a PF não poderia ter recolhido o R$ 1,34 milhão encontrado nos cofres do escritório e que não deveria ter permitido a divulgação da fotografia com o dinheiro. É consenso que a divulgação dessa foto inviabilizou Roseana.
Agílio afirmou que soube da operação na Lunus por meio de um telefonema do presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, FHC telefonou por volta das 17h do dia 1º de março. A PF está invadindo o escritório da governadora Roseana no Maranhão? Estou sendo questionado se a PF está praticando uma ação ilegal, teria perguntado o presidente. Não é invasão. É uma busca por determinação da Justiça Federal. É uma ação legal, respondeu Agílio.


