Diretor da CMTU se defende e Câmara pode abrir nova CEI
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Rafael Fantin - Redação Bonde 
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, foi até a Câmara Municipal na tarde desta quinta-feira (23) para se defender da acusação de participar do esquema de cancelamento de multas, investigado pela comissão de sindicância, que apontou a anulação 148 autos de infração com a participação de 47 agentes de trânsito.
Jesus alegou que não foi convidado para prestar esclarecimentos e disse que a investigação tomou novos rumos nas últimas duas semanas com o desaparecimento da pasta da sindicância de dentro da sede da companhia. Sobre a acusação, que emitiu informação falsa para beneficiar um agente municipal no cancelamento de uma multa, ele respondeu que transcreveu o parecer de um funcionário e confirmou que "não há e nunca houve" marca de canalização na avenida Santos Dumont, 520. "Usaram no documento fraudulento, a imagem do programa google street view de outro endereço da mesma via", contestou.
O diretor também negou que tenha realizado o cancelamento de uma multa do seu próprio veículo em 2008. De acordo com ele, o pagamento da infração foi registrado.
Jesus atacou o funcionário comissionado, Davidsson Santiago, que presidiu a sindicância e o responsabilizou pelas fraudes durante o levantamento. "Quem possui cargo comissionado não pode investigar funcionário de carreira", argumentou. A sindicância chegou a pedir a demissão com justa causa do diretor e de outros funcionários da companhia.
Após a defesa, os vereadores da Casa confirmaram que Santiago foi indicado para cargo na CMTU pelo ex-procurador jurídico do Município, Fidélis Canguçu, preso em 2011 durante a Operação Antissepsia. Canguçu também fez parte da assessoria jurídica da CMTU. O vereador Joel Garcia (PP) adiantou que deve pedir abertura de nova Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as irregularidades na companhia, apesar do período eleitoral.


