Diretor da Cemig diz que ameaça de colapso é real
O presidente da Companhia de Energia de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos Moraes, afirmou ontem que o País está mesmo à beira de um colapso energético e que isso deverá se traduzir em racionamento para a população nos próximos meses. A única solução viável agora é rezar, afirmou Moraes, ao falar sobre o escasso volume de chuvas na região Sudeste nos últimos meses. O Operador Nacional do Sistema (ONS) já trabalha com a hipótese de racionamento a partir do dia 1º de maio.
Moraes e o ex-presidente de Furnas, Marcelo Siqueira, estiveram em Curitiba para acompanhar o governador Itamar Franco. Eles criticaram a falta de investimentos em geração de energia nos últimos anos, política do governo federal que levou a uma situação crítica em todo o País.
Os reservatórios das hidrelétricas no Sudeste estão com 34% da capacidade. No caso de Furnas, o lago está 12 metros abaixo do normal porque a geradora vem atuando com capacidade máxima. Mais cinco metros e Furnas pára, alertou Moraes. O presidente da Cemig ressaltou que o nível dos reservatórios não se deve apenas à falta de chuva, mas ao uso das usinas em capacidade máxima.
Atualmente a região Sudeste é a que mais consome energia no País, com uma fatia de 56% de tudo o que é produzido. Somente o sistema de Furnas é responsável pela geração de 40% da energia nacional. (C.M.)





