Considerado culpado pelo desvio de R$ 184 mil dos cofres da Câmara de Vereadores de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), o diretor da Casa, Walter Santana da Silva, foi condenado à demissão, segundo relatório final da comissão que conduziu o processo administrativo, que apurou a conduta do servidor. A investigação constatou que Silva teria feito depósitos bancários irregulares em sua própria conta, fraudando documentos oficiais. As informações foram confirmadas pela presidente da Casa, Mari de Sá (PMDB).
De acordo com a presidente, a sindicância teve início no mês de março, quando um servidor foi notificado pelo Serasa sobre débitos pendentes relativos às parcelas do empréstimo consignado feito por meio da Câmara, embora estivesse ocorrendo o desconto no holerite. "Foi aberta a investigação que apurou indícios da participação do diretor na irregularidade." Os procedimentos internos também resultaram na suspensão por 30 dias do contador da Câmara, Enio Gomes de Toledo, devido à omissão diante dos "desmandos do setor financeiro".
Silva, servidor de carreira do Legislativo há 25 anos, deverá compensar, pelo menos em parte, o prejuízo aos cofres públicos, apurado pela Câmara. Conforme Mari de Sá, "os técnicos ainda estão fazendo as contas de quanto ele vai receber, mas será descontado o valor desviado". Ela informou que cópias do relatório final do processo administrativo foram encaminhadas ao Ministério Público (MP) do Paraná, que apura os supostos atos de improbidade praticados por Silva, e também ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná.
Mari de Sá disse que outras suspeitas de irregularidades nas finanças da Câmara de Ibiporã estão sendo apuradas no MP. "Foram encontradas transferências da conta da Câmara diretamente para a conta do diretor." Caso sejam confirmadas, podem elevar o possível rombo nas contas do Legislativo.
Silva não quis falar com a imprensa e, por meio do advogado de defesa, informou que ainda não foi notificado da decisão da Câmara. A reportagem deixou recado no escritório do advogado de Enio Toledo, mas não houve retorno.

SUSPENSÃO EM LONDRINA

Quatro servidoras municipais da Prefeitura de Londrina foram condenadas à suspensão do trabalho, sem remuneração, acusadas de terem feito plágio na elaboração das provas do concurso promovido pela Secretaria de Saúde, em 2013. Elas integravam a banca examinadora e ainda podem apresentar recurso ao conselho da Corregedoria-Geral. Enquanto isso, seguem trabalhando normalmente.
Conforme o relatório final do processo administrativo disciplinar, assinado pela corregedora adjunta Silvely Maria Villela Gazola, o período de suspensão é proporcional ao número de questões plagiadas. A servidora Lianne Namie Hachyia, teve pena de suspensão de 30 dias; Claudete Stabile Romaniszen, suspensão de 5 dias; Luci Keiko kuromoto de Castro, suspensão de 15 dias; e a servidora Sonia Maria Coutinho Orquiza, teve suspensão de 30 dias. Outros dois processos, envolvendo mais sete servidores, estão em andamento.

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