O diretor da Câmara de Vereadores de Londrina, Fábio Reali, entregou ontem ao presidente do Legislativo, Orlando Bonilha (sem partido), seu pedido de exoneração do cargo apenas um mês após sua nomeação. Sem informar o motivo do desligamento, Reali somente alegou ''divergências'' com Bonilha. ''Foi uma incompatibilidade política, ética e intelectual com o presidente. Além do que a minha visão de administração pública é extremamente oposta à dele. Profissionalmente achei melhor me desligar logo'', resumiu.
Realli é servidor público de carreira e está lotado na Secretaria Municipal de Planejamento. ''Hoje (ontem) eu já me apresentei à Secretaria de Gestão Pública para minha recolocação'', afirmou.
Bonilha negou que tivessem ocorrido divergências com Reali. ''É um bom funcionário público, é uma pessoa experiente. Eu não divergi no campo de trabalho em momento nenhum com ele. Pelo o que eu fiquei sabendo ele vai ocupar um cargo junto ao deputado André Vargas'', afirmou.
Bonilha nomeou ontem mesmo, seu ex-assessor parlamentar Sérgio Plínio para a direção da Casa. ''É um grande desafio e estamos preparados. A princípio vamos tomar conhecimento de como está a Câmara, toda a parte contábil, a questão de funcionários, para a gente ver o que vai poder ser implementado ou melhorado'', disse Plínio. Ele trabalhou com Bonilha durante sua primeira legislatura (96-00), e atualmente era assessor técnico da presidência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Sob a responsabilidade do diretor estão o orçamento anual de cerca de R$ 10 milhões e quase 100 funcionários.

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