Apesar de todos os benefícios elencados, o diretor administrativo-financeiro da Sercomtel, Luiz Shiroma, admitiu o risco de assumir o compromisso de devolver os impostos retidos que somados com as parcelas normais chegam a cerca de R$ 4 milhões por mês quando a empresa está acumulando resultados líquidos negativos em dois anos consecutivos.
No ano passado, a Sercomtel Telecomunicações teve um prejuízo de R$ 514 mil. Em 2003, o resultado foi ainda pior, R$ 1,9 milhão negativos. ''Arriscado é. Só que é um benefício que estou tendo para pagar isso em 48 meses parceladamente. É risco sim, mas também se a gente não arriscar a gente não consegue. Risco todo mundo tem'', argumentou. ''Se fizermos uma paralisação, hoje tenho de fluxo de caixa R$ 21 milhões. Disso, tive o incentivo de R$ 18 milhões. Poderia dizer que só teria R$ 2 milhões em caixa hoje. Esse recurso foi bem vindo à Sercomtel porque senão poderíamos ter praticamente um saldo zero hoje. Graças a esse benefício tenho valor em caixa aplicado, que está rendendo muito mais do que o FCA. Se eu tivesse que pagar hoje totalmente o que eu retive, teria dinheiro em caixa para pagar. Esse recurso foi bom para a Sercomtel porque graças a ele temos um caixa saudável'', argumentou.
''Não tenho dúvida que a Sercomtel vai ter como pagar (o benefício). Mas tudo isso é questão de mercado também. Atualmente estamos passando por uma turbulência. Se eu não tivesse nem esses recursos não teria como combater os meus concorrentes, que estão atuando no mercado de Londrina de forma violenta.''
O otimismo de Shiroma se transforma em uma certa preocupação quanto o assunto é o futuro da Sercomtel. ''Só posso dizer que é preocupante. É duro para eu falar o futuro da Sercomtel. Dizer para você que a Sercomtel não existe mais em 2008? Não tenho essa decisão. Vai ser difícil para a Sercomtel? Vai ser. Já estamos enfrentando isso hoje'', analisou. (C.O.)

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