Rio de Janeiro- O ministro da Casa Civil, José Dirceu, reconheceu ontem que o Brasil tem ''pressa'' de retomar o crescimento econômico, mas ressaltou que a queda na taxa de juros só acontecerá quando houver segurança de que será permanente e provocará ''desenvolvimento sustentado a médio prazo'', não ''bolhas de crescimento'' que acabam logo. ''Não é mais possível nos iludirmos e enganarmos o País com medidas de curto prazo, que depois se demonstram totalmente falaciosas e muitas vezes demagógicas'', discursou o petista para empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Segundo o ministro, a principal preocupação do governo agora é criar as condições para que, quando ocorrer a redução na taxa de juros, atualmente de 26,5% ao ano, seja possível retomar o desenvolvimento sustentado, com os novos marcos regulatórios dos setores que foram privatizados e políticas industrial e de investimento em infra-estrutura claras. ''Queremos reorganizar os investimentos públicos, criar condições para o aumento dos investimentos externos, particularmente para o aumento da poupança nacional'', afirmou. ''As reformas e mudanças virão criar condições para a retomada.''
Dirceu falou em réplica ao presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Veira, que, apesar de elogiar o combate à inflação, fizera, em tom amistoso, o mesmo desabafo que já apresentara em outra solenidade ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci.

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