Dirceu organiza equipe para nova rotina em Brasília
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de novembro de 2013
Pedro Venceslau<BR>Agência Estado 
São Paulo - Já condenado a 2 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e aguardando o julgamento de embargo infringente sobre formação de quadrilha em 2014 - que pode levar a pena a mais de 10 anos - o ex-ministro José Dirceu pretende manter uma estrutura modesta de apoio político e profissional no período de cumprimento da pena. Sua principal base operacional, uma casa de cerca de 500 metros quadrados em São Paulo, a 300 metros do Parque do Ibirapuera, foi colocada à venda, com opção de ser locada. É no local que ainda funciona a J.D Assessoria e Consultoria.
Segundo corretores consultados pela reportagem, o imóvel vale pelo menos R$ 5 milhões. O ex-ministro teria pago, segundo se divulgou em 2012, R$ 1,6 milhões. Pessoas próximas a Dirceu contam que o irmão e sócio dele, Luís Eduardo de Oliveira e Silva, está concluindo o atendimento dos últimos contratos que ainda estão em vigor.
Também é Luís Eduardo quem está pagando as contas e cuidando da manutenção da casa do ex-ministro em Vinhedo, interior de São Paulo. Novos negócios não estão sendo prospectados. Dirceu esperava que sua prisão só fosse decretada no ano que vem, por isso não tinha terminado de formatar sua nova estrutura.
Mesmo assim, a equipe de apoio da J.D - um jornalista que respondia pela agenda, uma secretária e um segurança -, já haviam sido dispensada. Enquanto cumprir sua pena em regime semiaberto, o ex-ministro Dirceu deverá contar, segundo interlocutores, como uma retaguarda de apenas quatro funcionários remunerados em sua assessoria.
O jornalista Ednilson Machado segue responsável pela assessoria de imprensa, tendo apoio de outras duas jornalistas para editar o blog. São elas, aliás, que estão atualizando a página de Dirceu enquanto ele está detido. Assessora política do ex-ministro, a historiadora Maria Alice Vieira pretende continuar viajando pelo Brasil e articulando o apoio de entidades e personalidades à campanha de "denúncia" contra o julgamento. À reportagem ela revelou que ainda esta vinculada profissionalmente a Dirceu, mas se tornará voluntária se for necessário.
Voluntários
A linha de frente dos "apoiadores" de Dirceu conta com dois voluntários que cuidam, entre outras coisas, dos contatos políticos e do meio campo com o PT: o jornalista Breno Altman e o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do setorial jurídico do PT. Para poder usufruir do regime aberto, Dirceu precisa comprovar à Justiça que tem um emprego fixo. Como sua opção foi por permanecer em Brasília para ficar perto da filha Maria Antonia e do filho Zeca, que é deputado, sua estrutura será transferida para a capital.


