Curitiba - Em reunião com militantes do PT em Curitiba, o ex-ministro José Dirceu negou ontem que vai organizar uma campanha junto aos filiados pela absolvição no processo do mensalão, que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar neste ano.
''Não vou fazer nenhuma campanha. Quem decide são os 11 juízes (ministros do STF) e não os filiados e nem aqueles que me apoiam na sociedade'', afirmou, em entrevista.
O ex-ministro confirmou, porém, que fará uma série de viagens pelos diretórios estaduais, mas disse que não é a primeira vez que planeja esse roteiro para tratar de temas econômicos e políticos com os filiados.
''Simplesmente vou viajar pelo país como sempre viajei. Não vou fazer campanha pela minha absolvição porque eu acho que eu não preciso. Confio na Justiça e na minha inocência.''
Dirceu e seus apoiadores traçaram uma estratégia para a militância sair em defesa de seus quadros em casos como o do mensalão.
No evento em Curitiba, Dirceu disse que a movimentação não teria sentido. ''Por que é que eu vou mobilizar? É o Supremo que decide, não é o voto popular. Não é eleição.''
Salário mínimo
Sobre a votação, esperada para a semana para próxima semana, do reajuste do salário mínimo, Dirceu disse defender a proposta oficial de R$ 545.
Ele falou que é a mais adequada ao período atual, marcado segundo ele por pressões externas e inflação sazonal ''que precisa ser controlada''.
''Se você antecipa o aumento, você tem que antecipar os recursos. E neste momento nós sabemos que o país não pode fazer.''

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