Brasília - Prestes a retornar ao diretório nacional do PT, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, avisou ontem que vai participar da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, sempre que lhe for demandado. ''Eu já fiquei na clandestinidade por 10 anos. Meu tempo de clandestino já acabou'', disse Dirceu, ao chegar ao 4º Congresso do PT, em Brasília. Questionado se não vê algum risco de tirar votos da petista, Dirceu rebateu: ''não tiro voto da Dilma e não acredito que ninguém da direção partidária lhe tire votos''.
Sobre as articulações que vem comandando em prol da campanha de Dilma, Dirceu comentou que viajou 70 vezes , no ano passado, a vários estados, para ajudar nas negociações de alianças. Ele aproveitou para falar, também, sobre as expectativas em torno de uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes para a Presidência da República. Chamado por Ciro de ''golpista'', em entrevista ao jornal ''O Estado de S.Paulo'', Dirceu manteve o tom diplomático em relação ao parlamentar. Disse que ele tem todas as condições de ser candidato e avaliou que Ciro não atrapalhará o crescimento da candidatura de Dilma. Questionado sobre o potencial eleitoral da ministra, o ex-chefe da Casa Civil arrematou: ''ela é do PT, é mulher, é socialista, é de esquerda, tem todas as condições de ser candidata''.
Bem-vindo
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou durante o 4º Congresso do PT que considera muito bem-vindo em sua campanha José Dirceu, apontado pelo procurador-geral da República como ''chefe da quadrilha'' responsável pelo escândalo do mensalão.
Dilma disse que ele, assim como todos os militantes do PT, são bem recebidos se quiserem ajudar nas articulações para as eleições deste ano. ''Ele é um dirigente do partido e como tal vai ser considerado'', afirmou a ministra, que deixou há pouco o Centro de Convenções Ulisses Guimarães, onde participou de seminário fechado com delegações internacionais, convidadas para o congresso petista. ''Todos os dirigentes, todos os militantes do PT são bem-vindos, até porque deles eu dependo para me eleger'', afirmou.

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