Dirceu defende a renovação do PT
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de março de 2007
Rosa Costa<br> Agência Estado 
Brasília - O ex-deputado José Dirceu defendeu ontem a renovação do PT. Participando do encontro da seção do Centro-Oeste do Campo Majoritário, principal corrente do PT, Dirceu disse que a chamada tese da refundação petista já foi abandonada, mas a renovação é necessária. Os petistas estão reunidos para concluir as teses que apresentarão no Congresso Nacional do partido, que acontecerá em julho, no Distrito Federal. O prazo de entrega de teses termina amanhã.
''Essa tese (da refundação) foi, na prática, abandonada. O PT precisa se renovar, se reformar. Ele é um partido político e a conjuntura muda. O País muda e o próprio partido tem que se debruçar sobre seus próprios erros, experiências e mudar'', disse. Dirceu afirmou que vai defender ''o aprofundamento das transformações sociais, econômicas e políticas que se iniciaram com a vitória do PT e do Lula em 2002''.
''A política econômica já vive outro momento. Graças à estabilidade e às conquistas do primeiro governo do Lula, hoje vivemos um momento com o PAC, com a redução dos juros, com a aceleração da integração da América do Sul. Com essas duas medidas que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na viagem à Argentina - a criação do Banco do Sul e as comercializações estruturais -, com a contabilidade direta entre os dois países, tudo sinaliza que estamos aprofundando a política econômica do Brasil.''
O ex-ministro da Casa Civil voltou a defender a queda da taxa de juros e disse que sua redução não depende apenas de mudanças na diretoria do Banco Central, como ocorreu na última semana, com a saída do diretor de Política Econômica, Afonso Bevilaqua.
''O problema não é mudar toda diretoria do BC, mas, como disse o ministro Guido Mantega, é o Brasil caminhar para um juro real de 5%. Quem baixa os juros não é o BC. É o presidente e o CMN que estabelecem as metas da inflação e definem a política econômica do País. O BC simplesmente cumpre essas metas e as orientações do presidente da República. Isso é evidente'', diz.
''O BC, como sabemos, nos últimos anos, tem focado sua principal meta, que é a inflação. Mas o presidente, evidentemente, está buscando combinar isso com crescimento do emprego e maior crescimento do País. Senão não teria feito o PAC e as medidas que tem anunciado ultimamente.''


