Brasília - Em seu discurso de despedida do governo federal e da chefia da Casa Civil, em cerimônia realizada ontem no Palácio do Planalto, José Dirceu (PT-SP) admitiu estar ''triste'' ao deixar o cargo de ministro da gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Ele volta à Câmara dos Deputados para cumprir seu mandato como deputado federal.
Ao saudar os cerca de 500 convidados para a transmissão de cargo, Dirceu tratou sua substituta no cargo, Dilma Rousseff, de ''camarada de armas e companheira de lutas''. Mineiros, ambos iniciaram suas carreiras políticas no movimento estudantil e, durante parte da ditadura militar (1964-1985), foram presos e atuaram na clandestinidade.
De improviso e com a voz embargada, Dirceu basicamente repetiu o que já havia dito na última quinta-feira, quando anunciou sua saída do governo. Por exemplo: que sai de ''mãos limpas'' e com a ''cabeça erguida''. ''Saio triste''. Ontem, porém, admitiu sua tristeza. ''Saio evidentemente triste, porque a minha paixão, todos sabem, era eleger o presidente Lula e governar o Brasil.''
Hoje, Dirceu reassume sua vaga na Câmara. Lá, promete fazer um discurso de deputado recém-chegado, e não de um ministro que queira usar tal palanque como oportunidade para contra-atacar Jefferson. ''Não vou responder, porque não há nenhuma denuncia contra a minha pessoa.''

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